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FIEMA 13/04/2018 - 17:08hs

Estudo traça perfil exportador do Maranhão

Análise histórica sobre a balança comercial dos municípios maranhenses identifica o perfil exportador do Estado nos últimos 7 anos

Coordenadoria de Comunicação e Eventos da FIEMA

ASCOM SUZANO
Imagem ampliada Celulose produzida no Maranhão é produto de exportação

São Luís – A crise econômica que para alguns economistas já dá sinais de deixar o país, também contribuiu para muitos empresários olharem com “bons olhos” a possibilidade de investir no comércio exterior. Com o mercado interno em dificuldades, buscar outros países se tornou uma necessidade e uma realidade até mesmo para empresas do Maranhão, onde empresários começaram a se capacitar e fazer negócios com investidores e compradores internacionais.

Pouca gente sabe, mas o Maranhão exporta produtos para mais de 30 países no mundo. Países de primeiro mundo e com economia pujante como a Espanha, China, Índia, Suécia, Japão e Marrocos estão na lista.

Na lista de exportados estão produtos dos mais variados setores como ferro fundido bruto, semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, óxido e hidróxido de alumínio, obras de couro, pasta química de madeira (celulose), madeira perfilada, carnes bovinas congeladas, soja, milho, óleo de côco de babaçu, óleo de soja e algodão.

De acordo com dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), as empresas maranhenses exportaram em 2017, cerca de US$ 3,03 bilhões, o que representou um crescimento de 37,2% em relação ao ano anterior, e correspondeu a 1.39% das exportações brasileiras.

Nesse período, as cidades que mais exportaram no Estado foram São Luís (43,29%), Imperatriz (18,30%) e Balsas (13,91%). Os principais destinos das exportações maranhenses foram o Canadá (22% - US$ 685 milhões), a China (21,28% - US$ 645 milhões), os Estados Unidos (15,88% - US$ 482 milhões) e Espanha (5,54% - US$ 168 milhões).

INDÚSTRIA - A participação de produtos industrializados nas exportações maranhenses tem seguido uma tendência positiva de crescimento em relação às exportações de produtos básicos na pauta exportadora. Essa diversificação na balança comercial é termômetro do processo de industrialização recente que vem vivendo o estado do Maranhão com novos investimentos, ampliação de parques industriais e reflete desde 2011 um processo de inversão das nossas pautas comerciais entre produtos básicos e industrializados, chegando a representar 28,21% e 71,63%, respectivamente, nas exportações maranhenses no ano de 2017.

CELULOSE – Com o início das operações de exportação de pasta química de madeira (celulose), em meados de 2014 pela Suzano, as exportações maranhenses passaram a possuir maior presença nas exportações brasileiras.  De acordo com a Suzano, o volume de exportações, 98% da produção da Unidade Imperatriz é voltada para o mercado externo, sendo que a capacidade de produção atual é de 1,65 milhões de toneladas por ano.

A Unidade Imperatriz está estrategicamente localizada para a distribuição da celulose aos mercados internacionais, em especial o europeu e o norte-americano. Para escoar a celulose produzida, a unidade tem à disposição a logística inbound, baseada em rodovias já existentes, e a logística outbound, que utiliza ferrovias locais, sem necessidade de transbordo de carga.

A Suzano inclusive construiu um ramal ferroviário com 28 km que vai de dentro da fábrica até a ferrovia Norte–Sul, de onde a carga percorre mais 100 quilômetros até a Ferrovia Carajás, totalizando 630 km de trecho ferroviário até o porto de Itaqui. Devido à posição estratégica do Porto do Itaqui, as viagens para esses mercados foram reduzidas em até quatro dias.

“A Suzano Papel e Celulose mantém um conjunto de investimentos em curso no Estado, além de diversos projetos socioambientais. Após a aquisição da Facepa (Fábrica de Papel da Amazônia S.A.), maior produtora de papel do segmento tissue (papéis sanitários) das regiões Norte e Nordeste do Brasil, operação avaliada em R$ 310 milhões, ampliará a presença da Suzano Papel e Celulose no mercado de produtos de consumo”, destacou o Gerente de Relações e Gestão Legal da Suzano Papel e Celulose, Flávio Moura Fé Lima.

ASCOM UPPER DOG
Imagem ampliada Produtos mastigaveis da empresa UPPER DOG produzidos no Maranhão são exportados para os Estados Unidos

PRODUTOS PET MADE IN MA – A empresa de mastigáveis pet Upper Dog, situada no município de Governador Edison Lobão, exporta seus produtos (mastigáveis de raspas de couro e de sub-produtos bovinos) para os Estados Unidos, México e Canadá. Em 2017, a empresa exportou aproximadamente US$ 4.000.000,00 (quatro milhões de dólares).

A empresa iniciou suas operações com exportação. “Nossa empresa produzia basicamente para uma empresa exportadora sediada no Sul do Brasil. Em um dado momento, esta exportadora diminuiu suas compras da Upper Dog. Mesmo perdendo mercado, vislumbramos a exportação direta para América do Norte como saída para a redução drástica de faturamento. Buscamos um agente de vendas para este mercado. Logo depois, já estava exportando e crescendo os negócios, vindo a adquirir a planta de Governador Edison Lobão, para que pudesse atender as exigências de volume e qualidade que os importadores exigiam”, destacou o empresário Marcelo Barbosa, que participou nos últimos dias da maior feira atacadista Pet Mundial, a Global PET EXPO, em Orlando, nos Estados Unidos e ressaltou que a projeção de faturamento na exportação para 2018 é de US$ 8.500,000 (oito milhões e quinhentos mil dólares), principalmente em virtude de novos clientes e o aumento do preço em dólar do mix de produtos.

Um recente estudo desenvolvido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) em 2018 confirmou o crescimento no volume de produtos maranhenses exportados e uma redução no volume de produtos importados nos anos de 2014 a 2016.

IMPORTAÇÕES – Já no ano de 2017, as importações totalizaram US$ 2,56 bilhões, um crescimento de 21,7% em relação ao total importado no ano de 2016. “As importações maranhenses vêm apresentando recuo em seu volume transacionado nos últimos três anos seguidos e a tendência é de baixa nos próximos anos. Uma análise histórica na evolução do saldo da balança comercial do Maranhão desde 2010 permite observarmos que até 2014 havia tendência de retração e que o volume de importações equiparou-se ao volume exportado apenas em 2015, quando o setor industrial brasileiro esteve operando no nível mais baixo desde 2005, segundo dados do IBGE”, destacou o economista e coordenador de ações estratégicas da FIEMA, José Henrique Polary.

No comparativo com as exportações e importações brasileiras, o estudo revelou que o fluxo de comércio do Maranhão obteve maiores percentuais de variação de crescimento do que os volumes transacionados em todo o Brasil, alcançando nas exportações maranhenses um acréscimo de 37,22% em relação ao ano de 2016, enquanto o país inteiro apresentou crescimento de apenas 17,55% em seu volume de negócios com destino o exterior no mesmo período.

De acordo com o estudo da FIEMA, o Maranhão é o décimo colocado em exportações industriais do País. O setor mais importante para as exportações industriais do estado é Metalurgia responsável por 60,20% do total exportado em 2017. A indústria é responsável por 71,6% das exportações efetuadas pelo estado. Os produtos manufaturados representam 41,5% do total das exportações. A pesquisa ainda revelou que a participação da corrente de comércio do Maranhão alcançou 1,52% de participação na corrente de comércio do Brasil.

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