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Apoio do setor produtivo é fundamental para aprovação de reformas, diz Paulo Afonso Ferreira


Data: 13 de março de 2019
Crédito: Agência CNI
Fotos: Miguel Ângelo - Agência CNI

O apoio do setor produtivo ao Congresso Nacional será uma contribuição relevante para a construção dos consensos necessários à aprovação das reformas estruturais. Em entrevista ao jornal Opção, de Goiânia, o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, colocou as mudanças no sistema previdenciário brasileiro como a mais importante proposta a ser enfrentada pelo Legislativo neste ano. “É importantíssimo darmos apoio ao Congresso Nacional e ao governo para fazer as reformas que precisam ser aprovadas”, afirmou.

 

Ferreira falou do trabalho feito pela CNI, iniciado em 2017, para mostrar a importância da reforma da Previdência como caminho para assegurar a aposentadoria de gerações futuras. Ele reforçou que o mesmo apoio será dado no debate sobre a atual proposta, buscando informar à sociedade e aos parlamentares, com dados técnicos, sobre a urgência de se aprovar uma mudança incisiva no sistema previdenciário. “A Reforma da Previdência é a prioridade, mas não é do governo. É a prioridade do país. É fundamental”, disse.

 

Segundo o presidente em exercício da CNI, há grande expectativa do setor produtivo quanto à aprovação da reforma. Ele se mostrou otimista e destacou que há entendimento na sociedade dos riscos de se manter na Previdência obrigações que, no futuro, criarão pressões por aumento de impostos. “Isso fará com que sejamos menos produtivos e menos competitivos do que já estamos. Temos de inverter o processo”, ponderou o Ferreira, que também preside o Conselho de Assuntos Legislativos da CNI.

 

PRÓXIMOS PASSOS – Superada reforma da Previdência, Ferreira considera que o próximo debate a ser travado na agenda de competitividade do país deve ser a reforma tributária. Ele lembrou que o sistema de tributos no Brasil é complexo e oneroso, que afeta a decisão das empresas de realizar investimentos no Brasil. “São reformas que vão propiciar o desenvolvimento da atividade econômica. Se observarmos, as empresas estão preocupadas se há cenário para se fazer investimento ou não, se é hora de ampliar os negócios”, avaliou.

 

Paulo Afonso Ferreira também analisou as deficiências da infraestrutura nacional, a qual considera estar aquém do tamanho da economia do país. Uma solução, para ele, é ampliar a participação do setor privado na ampliação e na gestão da malha de transportes, como forma de dar um salto nos investimentos necessários para recuperar o atraso. Ele ressaltou, contudo, que o investidor hoje enfrenta insegurança jurídica. “Faz-se uma determinada concessão ou privatização, vem alguém e diz que isso não pode, muda o que foi acordado, o próximo governo modifica novamente”, pontuou.

 

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