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FIEMA fala sobre a cadeia produtiva da indústria aeroespacial em seminário


Data: 23 de abril de 2019
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Veruska Oliveira - COCEV-FIEMA

SÃO LUÍS – O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez das Neves participou do Seminário “Base de Alcântara: Próximos Passos”, promovido na última segunda (15/04), por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), no auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae.

 

Baldez, que é um entusiasta pelo desenvolvimento do Maranhão, teve uma reunião com o Coronel Francisco Moacir de Oliveira Castro e o Brigadeiro Rogério Luiz Veríssimo Cruz, ambos do Ministério da Defesa, oferecendo a estrutura do sistema S de inovação e tecnologia para esse arrojado projeto e uma pauta de agenda futura a ser realizada em Brasília.

 

“O Sistema “S”, por meio da rede SENAI, tem adequado suas estruturas de formação e qualificação de mão de obra visando ao atendimento de toda demanda industrial, seja das empresas de ponta, seja das fornecedoras de produtos e insumos. Nesse contexto, é inegável reconhecer um novo mundo marcado pela intensificação da importância das atividades, produtos e serviços espaciais no processo de desenvolvimento econômico e social dos países.

 

A indústria aeroespacial é um pilar importante para qualquer país pelas suas próprias características, como altos salários, atividade fortemente intensiva em tecnologia e com forte propulsão de crescimento”, destacou Baldez.

 

O Seminário teve como objetivo discutir a temática espacial no Maranhão a partir de três eixos: geopolítica, desenvolvimento regional e o papel da academia, reunindo instituições, pesquisadores e acadêmicos interessados nas temáticas e contou com a presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, do Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes que fez a apresentação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas,  do presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves, além de diversas autoridades federais, militares, estaduais e das universidades.

 

PAINEL – O vice-presidente da entidade, José de Ribamar Barbosa Belo participou a tarde de uma painel do seminário onde abordou perspectivas e desafios para o desenvolvimento socioeconômico local a partir da cadeia produtiva da indústria aeroespacial.

 

No painel, Zeca Belo que também é presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da FIEMA, destacou que o Centro de Lançamento de Alcântara é um tema antigo no Maranhão, mas, até agora, de muito pouca agregação de valor na economia estadual.

 

“É preciso, contudo, que em torno dele gravite uma economia dinâmica, integrada, geradora de efeitos multiplicadores regressivos e progressivos sobre a economia maranhense. As indústrias que compõem a cadeia produtiva da indústria aeroespacial são intensivas em alta tecnologia, mas esta característica não as fazem excludente relativamente aos fatores que fazem o desenvolvimento regional e local”, disse Belo.

 

Segundo ele, a Indústria Aeroespacial possui uma elevada complexidade se comparada a outros segmentos industriais, em razão, principalmente, de integrar as indústrias aeronáutica, espacial e de defesa e envolver produtos tecnologicamente complexos, a exemplo de aviões, helicópteros, foguetes e sondagem e de lançamento de satélite, equipamentos e sistemas de defesa, reparos e manutenção em aviões e motores aeronáuticos. Por isso mesmo, é a cadeia que mais ocupa mão de obra de alta qualificação e que também exige elevada qualidade nos produtos e insumos que demanda.

 

Em avaliação recente, a Confederação Nacional das Indústrias – CNI estima uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano até 2026, o que torna positivo o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos pelo potencial de atração e geração de negócios em torno do CLA, considerado extremamente necessário em razão da quase absoluta presença de tecnologia e componentes americanos nos satélites de todo o mundo.

 

A partir dele podem ser abertas negociações para a celebração de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos e, assim, criarem-se oportunidades para, pelo menos, 134 grupos de produtos brasileiros, ingressarem no mercado americano.

 

Durante sua explanação, Zeca Belo deixou alguns questionamentos: Quanto desses grupos de produtos poderiam ser produzidos no Maranhão? Qual o conteúdo tecnológico desses produtos? Quantas de nossas empresas poderiam ser-lhes fornecedores? Quantos trabalhadores maranhenses seriam absorvidos pela indústria aeroespacial?

 

“Estas indagações são, na realidade, desafios a enfrentar na perspectiva do processo de desenvolvimento regional e local, sendo, por isso mesmo, necessário conhecer, com alguma antecedência, a matriz de demandas dos empreendimentos a serem instalados no Centro de Lançamento de Alcântara e na sua macro área de influência direta”, destacou o vice-presidente da FIEMA.

 

Ele citou ainda que esse processo contínuo de qualificação de empresas e pessoas, especialmente de nível técnico e superior especializados, criará uma real capacidade para fornecimento de produtos e serviços, inclusive na área de construção pesada.

 

CTINFRA – No mês de março, o coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) apresentou na Casa da Indústria as principais ações, projetos e atividades do CLA.

 

A ação partiu do vice-presidente da FIEMA e presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da entidade (CTINFRA), José Ribamar Barbosa Belo devido a quantidade de “desinformação” em torno do acordo que o Brasil e os Estados Unidos firmaram para permitir o lançamento de foguetes e satélites a partir da base de Alcântara.

 

O acordo permite que o Brasil lance, a partir da base, foguetes e satélites que contem com material fabricado por americanos e determina, em troca, a proteção dessa propriedade intelectual. O acordo foi assinado no último dia 18, durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Washington. Pelo acordo, fica permitido o uso comercial da base.

 

Na prática, o acordo permite aos Estados Unidos o lançamento de foguetes e de satélites da base. E o território onde a base está localizada permanece sob jurisdição do governo brasileiro.

 

"O acordo não ameaça a soberania nacional. Não é a construção de uma base norte-americana, só brasileiros continuarão controlando a base. O Brasil controla o centro de lançamentos como um todo. Não cedemos nenhuma parte do território nacional nem autorizamos os EUA a lançarem o que quiserem", declarou o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes no seminário.

 

Frase destaque: “O lançamento de satélites não é só um fato tecnológico, mas um negócio industrial e comercial que também apoia a defesa nacional”, Zeca Belo, vice-presidente da FIEMA. 

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